Postado em quinta-feira, 25 de junho de 2026
às 15:03
Prefeitos buscam acordo para socorrer pronto-socorro do Hospital Alzira Velano
Atendimentos geram déficit financeiro e formato para rateio do custo entre as prefeituras gera impasse.
Da Redação
Representantes municipais e representantes do Hospital Universitário Alzira Velano iniciaram uma série de discussões para tentar reverter a grave crise financeira que afeta o pronto-socorro da instituição.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Matheus Paccini (PDT), um levantamento detalhado apresentado pelo hospital aponta que a unidade opera com um déficit crônico de R$ 1,2 milhão por mês. Para tentar sanar o problema, a diretoria propôs uma parceria com as prefeituras da região para que custeiem, juntas, uma cota mensal de R$ 500 mil.
Na última quarta-feira, houve um encontro ocorreu na Unifenas (Universidade José do Rosário Vellano) e evidenciou um embate político sobre como essa conta deve ser dividida. Embora o pronto-socorro da unidade seja referência para o atendimento de urgência e emergência de 23 cidades da região, nem todos os chefes de Executivo compareceram à reunião.

Há uma divergência sobre a fórmula matemática para resolver o problema. Uma ala de prefeitos defende que o repasse de recursos deve ser proporcional ao número de pacientes efetivamente atendidos de suas respectivas cidades. Por outro lado, a prefeitura local apresentou uma contraproposta diferente, sugerindo que o rateio seja calculado com base no número total de habitantes de cada município, ou seja, por meio de um valor per capita como possibilidade para cobrir o extrapolamento de gastos.
Em abril, a Prefeitura de Alfenas anunciou um repasse de R$ 1,2 milhão anual, o que corresponde a R$ 100 mil mensais. Com isso, há ainda cerca de R$ 400 mil a ser custeado. Na época, a direção do Pronto-Socorro divulgou um levantamento que aponta que 76% dos atendimentos são de pacientes de Alfenas.
Presente na reunião, Paccini, ponderou que a raiz do problema financeiro reside na defasagem histórica dos valores pagos pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), que não cobrem os custos reais dos procedimentos. O parlamentar explicou que, juridicamente, as administrações municipais não possuem obrigação legal de cobrir o rombo orçamentário. No entanto, ele destacou que a diretoria do Alzira Velano apela para o bom senso dos governantes para evitar que o impasse resulte em prejuízos diretos à assistência médica da população.
Uma nova rodada de negociações ficou agendada para o dia 1º de julho. Desta vez, o encontro reunirá os secretários municipais de saúde de toda a microrregião para uma análise técnica minuciosa da situação. Durante a reunião de julho, a equipe do hospital apresentará o relatório individualizado do impacto financeiro e do extrapolamento gerado por cada município, documento fundamental para tentar balizar o formato final do acordo de cooperação.
