Postado em terça-feira, 26 de novembro de 2019 às 09:56

A espera dos desempregados que se acumulam na fila do restaurante a R$ 1

Já se foram mais de seis anos desde a última vez em que a jovem Isis Bueno de Camargo lembra de ter tido um emprego fixo com carteira assinada.


Não consegue estudar por não ter remuneração alguma, e a família dela vive em Mauá (SP). Conta as moedinhas todos os dias para conseguir almoçar. "Pior é quando não tenho nem R$ 1. Daí tenho que pedir marmita que os outros dão".

O alagoano Lenine de Melo Galvão, desempregado há dois anos, viaja quase todos os dias de São Caetano, onde vive, para conseguir almoço mais barato em São Paulo. Não paga transporte porque tem o benefício da gratuidade, por ser portador de necessidades especiais. "Dá 20 minutos, é perto".

Perdeu o apartamento depois que uma laje do prédio desabou e ele foi removido para uma pensão social paga pela prefeitura, até que uma nova moradia seja providenciada. Aos 55 anos, diz que sai todos os dias de casa em busca de emprego. Recentemente cobriu férias de um balconista de supermercado no Capão Redondo (SP), mas não foi efetivado. A ex-mulher morreu de câncer há sete anos, e ele hoje mora sozinho. "Tive responsabilidade muito cedo na vida, estudei só até o segundo ano primário. Não virei bandido".

[LEIA REPORTAGEM NO SITE DA BBC BRASIL]



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