Postado em quinta-feira, 11 de abril de 2013 às 13:30

Projeto prevê Corredor Ecológico em substituição aos gabiões

A substituição dos gabiões, que cercam o córrego Pedra Branca, por um “corredor ecológico” está sendo proposta para revitalizar a região.


Da Redação

A substituição dos gabiões, que cercam o córrego Pedra Branca, por um “corredor ecológico” está sendo proposta para revitalizar a região e permitir uma economia ao município. Uma reunião entre acadêmicos, professores, representantes de empresas privadas e os representantes da Secretaria de Meio Ambiente de Alfenas foi realizada, na semana passada, na Unifal (Universidade Federal de Alfenas) para discutir a proposta.

A proposta sugere, entre outras coisas, a criação de uma pista de caminhada de 13Km ao largo do córrego, com 2 metros de largura em ambas as margens. O coordenador da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Itamar Silva, calcula uma economia de cerca de R$ 162,5 milhões para os cofres públicos de Alfenas, além de atrair turistas.

O projeto propõe ainda a recuperação e a preservação através de arborização, além de fontanários e da educação ambiental.

“De um modo geral, seria a implantação de um corredor ecológico, ligando o Parque Municipal ao bairro Gaspar Lopes, ainda este ano”, explica Silva, que apresentou a ideia.

Parcerias

O plano envolve não somente a prefeitura de Alfenas (por meio da Secretaria do Meio Ambiente), mas também empresas privadas parceiras (Biotec Inova e Instituto LH Idiomas), instituições de ensino e pesquisa (Unifal, Unifenas/Universidade José do Rosário Velano, EAFM/Escola Agrotécnica Federal de Machado, UFLA/Universidade Federal de Lavras) e outros órgãos como o IEF (Instituto Estadual de Florestas) e TG (Tiro de Guerra de Alfenas).

Foto: Erick Vizoki

 
Os gabiões, que chegam a custar R$ 25 mil o metro, acumulam lixo e saem caro para o contribuinte

O Instituto LH Idiomas está disposto a contribuir com sementes da vegetação que será plantada nos primeiros 500 metros definidos no encontro.

O diretor do Instituto, Prof. Hernán C. Tejerina, se diz empolgado com o projeto. “É um prazer colaborar com o ótimo desenvolvimento do replantio do Córrego Pedra Branca”, declarou.

Tejerina informa que já tem à disposição mudas (de Leucena, Ipê-de-Jardim, Sombreiro e Chuva de Ouro) que podem ser doadas ao projeto através do programa socioeducacional de melhora ambiental “Caixinha Verde do LH”.

A UFLA também se comprometeu, via Unifal, em colaborar com a doação de 10 mil mudas para arborização no entorno do córrego.

Economia

A proposta envolve a recuperação do córrego que compõe a Microbacia Hidrográfica do Córrego da Pedra Branca. “A prefeitura gasta em média R$ 12,5 mil por metro na construção dos gabiões que cercam os córregos. Se for adotado um plano de recuperação e preservação desse córrego, a economia para o município será enorme, além de não interferir na natureza”, explica Silva.

Reprodução Google Maps/Infografia: Erick Vizoki

Cerca de 700m, segundo o projeto, devem ser transformados 
em “corredor ecológico” ainda este ano

O coordenador estima um gasto de R$ 8,75 milhões somente nos 700 primeiros metros entre as ruas Américo Totti e Duque de Caxias, que envolve os bairros São Lucas e Vila Promessa, se o Executivo alfenense optar pelos gabiões.

Segundo ele, ao não optar pela construção dos gabiões, que acabam saindo caro para o contribuinte, o município pode ganhar em qualidade de vida e turismo. “Isso não onera o morador de Alfenas, traz mais qualidade de vida para os moradores de seu entorno, e ainda atrai turistas que procuram áreas de lazer, como as que existem em Poços de Caldas, por exemplo”, ressalta o coordenador de Meio Ambiente.O custo do total do projeto e as fontes de recurso para os investimentos não foram informados.

A microbacia

A Microbacia Hidrográfica do Córrego da Pedra Branca ocupa uma área total de aproximadamente 2.500ha, com cerca de 320ha de mata preservada, segundo documento distribuído na reunião.
De acordo com o material, produzido por discentes do curso de Geografia da Unifal, “em nenhum dos 30 pontos mapeados há alguma sinalização ou demarcação demonstrando quais as áreas que deveriam ser preservadas”.

A minuta informa ainda que apenas nos cinco primeiros pontos há mata ciliar preservada. No restante, pesquisado pela equipe coordenada por acadêmicos, foram constatadas irregularidades em regiões de cobertura das APPs (Áreas de Preservação Permanente), prevista em lei (12.727/12).

O texto distribuído na reunião trazia fotos de áreas degradadas, com destaque para presença de “material detritual oriundo de processo de assoreamento”. O estudo conclui que são necessárias medidas urgentes para conter a degradação.

A discussão culminou na elaboração de um cronograma de trabalho, que já passou pelo crivo do secretário John Strauss (Meio Ambiente), e agora será levado ao prefeito Maurílio Peloso (PDT) para aprovação final.



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