Postado em sexta-feira, 5 de abril de 2013
às 12:53
Ambientalista alerta americanos sobre “armas químicas” na Bolívia e Peru
Erick Vizoki
O ambientalista Itamar Silva esteve em São Paulo no último dia 02 (terça-feira) para entregar uma carta ao cônsul geral dos EUA no Brasil, Dennis Hankins. O documento pede apoio dos norte-americanos junto à ONU (Organização das Nações Unidas) para propor embargos econômicos ou sanções à Bolívia e ao Peru, principais países produtores da folha de coca, matéria-prima para a fabricação de drogas como cocaína e crack, na América do Sul.
Silva classifica como “armas químicas de destruição em massa” as drogas produzidas nos países vizinhos e que entram e são distribuídas ilegalmente no Brasil. “O crack é um genérico de arma química tão letal quanto as armas de destruição em massa que os americanos procuraram no Iraque”, afirma o manifestante, que mora em Alfenas.
Itamar Silva aponta como solução pressionar os governos boliviano e peruano para que criem programas econômicos e sociais que acabem com os “cocaleiros”, trabalhadores rurais que vivem, em situação de miséria, do plantio da folha da coca. “Só com uma ação radical, como um embargo, Bolívia e Peru voltariam seu povo para outras atividades e a fabricação da droga diminuiria consideravelmente”, declara.
Panfletagem
Ele esteve logo pela manhã, por volta das 8h30, na porta do Consulado Geral dos Estados Unidos, na Zona Sul de São Paulo, com o objetivo de conseguir entregar o documento a Dennis Hankins, a maior autoridade norte-americana no Brasil.
Foto: Erick Vizoki

informativos do movimento “Recruta a Zero”
Após conseguir entregar e protocolar uma cópia da carta, distribuiu folhetos informativos sobre o movimento “Recruta a Zero”, criado por ele, para dezenas de pessoas que já estavam por lá para conseguir um visto.
Em seguida, partiu para a Av. Paulista, onde continuou a panfletagem e falou com diversos estudantes, jovens e pessoas que passavam em frente ao local por volta das 11h30, onde ficou até o meio-dia.
“Os jovens de hoje nasceram e cresceram em um Brasil redemocratizado, mas conviveram com uma geração que tem péssimas lembranças dos militares”, lembra Silva.
“Por isso não se importam muito com a grave situação por que passam nossos soldados na fronteira amazônica, como só se pudesse esperar deles agressões e torturas. A mentalidade civil de hoje é preconceituosa contra os militares das Forças Armadas”.
O ambientalista mineiro irá viajar para os EUA em junho, onde deve encontrar-se com o prefeito de San Diego (California), Bob Filner, e falar com a senadora democrata Kirsten Gillibrand, para tratar do mesmo assunto. “Os americanos têm o mesmo problema, mas dependem também de ações enérgicas no Brasil, que é rota do tráfico para México e Eua”, concluiu.
Itamar Silva vem realizando manifestações desde o início de março no Sul de Minas e, nas próximas semanas, deverá ir a Varginha e novamente a Poços de Caldas, onde já esteve no último dia 16.

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