Postado em sábado, 3 de novembro de 2012 às 07:55

Alunos do EJA protestam contra possível fechamento

Os alunos participantes do EJA, do Governo Federal, instalado pela Ismael Corrêa Brasil, podem perder a oportunidade de continuar estudando na instituição.


Erick Vizoki

Os alunos participantes do programa Educação para Jovens e Adultos (EJA), do Governo Federal, instalado pela Escola Estadual Prefeito Ismael Corrêa Brasil, podem perder a oportunidade de continuar estudando na instituição. Apesar de o programa estar sediado na Ismael, os alunos têm aulas nas dependências de outra escola da rede estadual, a Cel. José Bento, que seria um “segundo endereço”.

“Com muito espanto recebemos a notícia do provável fechamento de nossa escola, o que deixou todos nós, alunos, amigos e familiares indignados”, disse Marcos Aurélio de Souza, 47 anos, aluno do EJA. Marcos encabeça uma mobilização que conta, entre outras atitudes, com um abaixo assinado contendo, até agora, mais de mil assinaturas.

Entre as razões do protesto está a justamente a facilidade de locomoção dos alunos e faixa etária dos colegas. A Cel. José Bento fica cerca de 50 metros do terminal rodoviário de ônibus urbano e os alunos do EJA têm aulas no período noturno, das 19h às 21h40.

Fotos: Divulgação 

Alunos do EJA fazem protesto contra fechamento

“Entre os alunos, tem até uma senhora com 68 anos de idade e atravessar o centro da cidade à noite nem sempre é muito seguro”, ressalta Marcos. 

No caso de as atividades do EJA serem encerradas na Ismael, a outra opção seria uma outra escola da rede estadual - Dr. Emílio Silveira - que também abrange o programa. Porém, os alunos não estão de acordo com a mudança. “Em outras escolas a faixa etária dos alunos é menor, composta principalmente de adolescentes e jovens”, completa Marcos, que ressalta também a distância do Terminal Rodoviário.

Intercessão

Ao receber a notícia do fechamento do EJA, a diretora da Ismael Corrêa Brasil, Adryana Bornelli enviou ofício ao governador do Estado, Antônio Anastasia, pedido sua intercessão junto à Secretaria Estadual de Educação através da SRE-Varginha para que a escola Ismael Brasil Corrêa continuasse sediando a EJA no segundo endereço, ou seja, na escola Cel. José Bento.

O deputado estadual Pompilio Canavez (PT) afirmou que irá intervir na questão e já está agendando reunião na Secretaria Estadual de Educação.

Outro lado

Elizabeth Cristina Gadbem, diretora da Dr. Emílio Silveira, diz que sua escola tem 20 salas disponíveis para alunos do EJA. Destas, sete já recebem alunos. Portanto, ainda restam treze salas vagas.

 

O EJA do Ismael Corrêa Brasil funciona nas dependências do Cel. José Bento

A reportagem procurou também a diretora da Cel. José Bento, mas esta está de férias, ficando em seu lugar a vice-diretora Lúcia Quintino, que foi ouvida. “Acredito que lá (Dr. Emílio da Silveira) será até melhor para eles, mas quem está mais a par da situação é a Idelma (diretora titular da escola)”, afirmou.

A superintendente da SRE-Varginha, Agda Saraiva, disse, por telefone, que vai se pronunciar na próxima segunda-feira. Na quarta-feira, quando falou com a reportagem, ela estava saindo para uma viagem e só retornará na segunda.



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