Postado em sexta-feira, 19 de outubro de 2012 às 10:52

Volume do Lago de Furnas cai e é o menor dos últimos 10 anos

O volume do Lago de Furnas chegou a 48,45% da capacidade em setembro e é o menor registrado desde 2002. A baixa tem sido registrada pelo ONS.


Alessandro Emergente

O volume do Lago de Furnas chegou a 48,45% da capacidade em setembro e é o menor registrado desde 2002. A baixa tem sido registrada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) que mede o volume diário dos reservatórios em todo o país.

Somente em 2001, o ONS havia registrado um índice menor para o Lago de Furnas. Na época, o Lago secou e chegou a registrar apenas 12,98% da capacidade, o que gerou uma intensa movimentação política com protesto e mobilizações contra a política adotada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso em relação aos recursos hídricos, especialmente sobre Furnas. 

A partir de então, o nível do Lago voltou a ser recuperado e oscilou, no mês de setembro, entre 65% e 86%. A exceção, até então, foi em 2006, quando havia atingido o volume mais baixo no mês de setembro, com 55,75%. 

Em comparação ao ano passado, também em setembro, houve uma queda que chega a 32,99%. Em 2011, o Lago de Furnas atingiu 72,30% no mês de setembro, bem acima dos 48,45% do mês passado.

Fotos: Samuel Mendes/Arquivo

 

Lago de Furnas apresenta o nível mais baixo nos últimos 10 anos, segundo
relatório do Operador Nacional do Sistema (ONS)

De fevereiro até setembro, foram registradas quedas a cada mês no volume do reservatório, saindo de 94,8%, em fevereiro, e chegando a 48,4%, no mês passado.

De acordo com reportagem exibida esta semana pela EPTV, os produtores da região estão sendo obrigados a mudar constantemente os tanques-rede de lugar, e alguns piscicultores até pararam a criação por não ter onde colocar as gaiolas.

Medidas

O deputado estadual Pompilio Canavez (PT), que já presidiu a Alago (Associação dos Municípios da Região do Lago de Furnas), informou que irá agendar para as próximas semanas uma reunião, em Brasília, com representantes do Operador Nacional do Assunto para discutir o problema que atinge o reservatório de Furnas.

Na avaliação do secretário-executivo da Alago, Fausto Costa, o problema principal é a diminuição do volume de chuva durante o ano, o que provocou uma redução nos rios que abastecem o Lago de Furnas. “É também um problema meteorológico”, observa.

O nível do Lago de Furnas tem caído a cada mês desde fevereiro

Além da falta de chuvas, o Lago de Furnas funciona como regulador do sistema elétrico no Rio Grande. Por isso, ONS não pode fechar as turbinas para aumentar o nível de água no Reservatório de Furnas porque outras usinas hidrelétricas na sequencia do Rio Grande dependem deste volume hídrico.

A solução, na avaliação de Costa, é aumentar a geração de energia elétrica pelas termelétricas. Diz que a Alago já fez esta manifestação junto ao ONS. 



DEIXE SEU COMENTÁRIO

Caracteres Restantes 500

Termos e Condições para postagens de Comentários


COMENTÁRIOS

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.

     
     
     
     

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Informamos ainda que atualizamos nossa

Estou de acordo