Postado em quinta-feira, 20 de setembro de 2012
às 01:46
Bancários em estado de greve avaliam paralisação da categoria
Os bancários das agências de Alfenas já decretaram “estado de greve” e nos próximos dias podem deliberar pela paralisação da categoria.
Alessandro Emergente
Os bancários das agências de Alfenas já decretaram “estado de greve” e nos próximos dias podem deliberar pela paralisação da categoria. É o que informa o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Varginha e Região (Seeb), Fábio Massote Chaves.
Segundo o sindicalista, os bancários estão avaliando a greve deflagrada nos grandes centros urbanos e uma adesão à paralisação deve ser decidida nos próximos dias. A avaliação é que definições quanto à greve podem ocorrer a partir desta quinta, quando acontecem novas assembleias.
Nas portas das agências bancárias de Alfenas foram afixados adesivos com a afirmação “Se não melhorar, vamos parar”. Chaves informa que, desde sexta-feira passada, os bancários da região definiram pelo “estado de greve” num indicativo de paralisação caso não houvesse avanços nas negociações com o sindicato patronal.
Foto: Alessandro Emergente

Sindicalistas afixaram nas agências avisos sobre possível paralisação dos bancários
Mais de 130 sindicatos representados pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), decidiram, na semana passada, pelo início da greve na última terça-feira (18).
“Este movimento começa nos grandes centros e vai se expandindo para o interior”, observa o presidente do Seeb/Varginha ao comentar sobre a paralisação já iniciada nas capitais.
Representatividade
A paralisação inclui tanto funcionários de bancos públicos quanto das instituições privadas. Segundo o presidente do Seeb/Varginha, o Sindicato representa cerca de 70 cidades e aproximadamente 3 mil bancários no Sul de Minas.
Os bancários reivindicam reajuste salarial de 10,25%, sendo 5% de aumento real. Os valores da reposição salarial (5,25%) são referentes a setembro do ano passado a 31 de agosto deste ano e seguem o INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor). A proposta oferecida pela Fenaban foi de apenas 6% de reajuste salarial (0,58% de aumento real).
Além disso, a pauta de reivindicação dos bancários contempla plano de cargos, carreira e salários, maior participação nos lucros e resultados (PLR) e mais segurança nas agências. As negociações estão interrompidas e não há previsão de retomada, segundo os trabalhadores e os bancos.
No ano passado, os bancários chegaram a entrar em greve, mas aceitaram um reajuste de 9% (1,5% acima da inflação). A paralisação de três semanas foi a maior desde 2004.
Levantamento do primeiro dia de greve, divulgado pelo Comando Nacional dos Bancários, apontou uma adesão maior do que em 2011. A paralisação teria atingido no primeiro dia 5.132 agências e centros administrativos dos bancos contra 4.191 no ano passado.
Os Bancos
Em nota, divulgada esta semana, a Fenaban lamentou a decisão dos sindicatos dos bancários em recorrer à greve e afirmou confia no diálogo “para a construção da convenção coletiva".
A entidade alerta a população sobre operações bancárias que poderão ser realizadas por meio dos caixas eletrônicos, internet banking, telefone e correspondentes bancários, tais como casas lotéricas, agências dos Correios e outros estabelecimentos credenciados.

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