Postado em segunda-feira, 10 de setembro de 2012
às 19:03
Professores da Unifal encerram greve e retornam só no dia 17
Os professores da Unifal decidiram na tarde desta segunda-feira suspenderem a greve da categoria, mas só retornam às aulas na semana que vem.
Alessandro Emergente
Os professores da Unifal (Universidade Federal de Alfenas) decidiram na tarde desta segunda-feira (10) suspenderem a greve da categoria, mas só retornam às aulas na semana que vem. A data de retorno ficou para o dia 17 (segunda-feira), data simbólica, uma vez que eles completarão quatro meses de paralisação.
A decisão dos docentes confirma o indicativo do fim da greve, aprovado há quase duas semanas. Porém, eles não seguiram a data sugerida no indicativo (10 de agosto) que teria que ser confirmada em assembleia, realizada na tarde desta segunda-feira (10).
No final de agosto, logo após a reitoria da Unifal receber o comunicado com o indicativo do fim da greve, o calendário acadêmico foi reaberto, reiniciando no dia 11 de setembro. Por este calendário, o primeiro semestre letivo só terminará em 22 de outubro.
De acordo com o vice-presidente da Adunifal (Associação dos Docentes da Unifal), prof. Carlos Tadeu Siepierski, a antecipação na reabertura do calendário acadêmico, sem antes ter uma decisão definitiva da assembleia, foi uma tentativa de pressionar os professores. Isto, segundo ele, foi um dos motivos que motivou a categoria a não retornar nesta terça-feira.
Mas, segundo o representante da Adunifal, o principal motivo foi que no próximo dia 17 o movimento completa quatro meses e, portanto, torna-se uma data simbólica. Além disso, outras universidades devem também escolher o dia 17 para o retorno da greve num movimento unificado. Um exemplo é a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Durante a assembleia desta segunda-feira, segundo Siepierski, os professores também aprovaram uma moção de repúdio à reitoria por ter se antecipado a assembleia dos docentes e reaberto o calendário “de forma unilateral”. Ou seja, sem uma consulta ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), que é um órgão consultivo e deliberativo. No documento enviado à reitoria, eles sugerem que a data de reabertura do calendário acadêmico seja revista.
A Reitoria
De acordo com o reitor, Paulo Márcio Faria e Silva, o calendário acadêmico com a reabertura das aulas para esta terça-feira está mantido, mas há uma reunião do Cepe para esta semana em que o assunto deve ser colocado em discussão. Porém, ele acredita ser “pouco provável” uma alteração.
O entendimento é que por ser de apenas quatro dias a diferença entre o início do calendário e o retorno às aulas é possível haver uma recomposição de aulas dentro deste calendário previsto. Isto porque o calendário para as disciplinas, com professores temporários, já foi reaberto e devem ser encerradas antes de 22 de outubro (fim do calendário do 1º semestre) e, com isso, sobrariam “lacunas” nestes horários.
Sobre o início do segundo semestre letivo, o reitor aguarda uma proposta da Pró-Reitoria de Graduação para que haja a definição. Segundo ele, é preciso que haja, no mínimo, 15 dias de intervalo entre um semestre letivo e outro. O motivo são adequações burocráticas no sistema de processamento de matrículas. Sobre a moção de repúdio, disse, no início da noite desta segunda, não ter recebido o documento.

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