Postado em domingo, 19 de agosto de 2012
às 21:50
Análise da água das minas é aprimorada com união de projetos
A análise da qualidade da água das minas de Alfenas foi aprimorada com a junção de forças de projetos da Unifal.
Alessandro Emergente
A análise da qualidade da água das minas de Alfenas foi aprimorada com a junção de forças de projetos da Unifal (Universidade Federal de Alfenas). Na última quinta-feira (16), um grupo de alunos e professores coletou a água em seis pontos da cidade para análise microbiológica e físico-química.
De acordo com o professor de microbiologia de alimentos Luiz Carlos do Nascimento, dos cursos de Farmácia e Nutrição, o projeto “Águas, Minas e Nascentes” já existe há seis ou sete anos. Foi iniciado pela professora Sandra Moraes Veiga. Nele, alunos e professores coletam o material para a análise microbiológica.
Mais recentemente um outro projeto passou a ser desenvolvido na Universidade e a água passou ser analisada também quanto ao aspecto físico-químico. O professor Fabiano Magalhães, do Instituto de Química, é quem está coordenando o projeto para análise físico-química . Os dois grupos uniram forças para que a análise seja completa.
Fotos: Samuel Mendes

Na quinta-feira foram feitas coletas em seis pontos da cidade. Em outras
regiões, o grupo também fará a coleta das amostras para análise
Nascimento explica que quando eram analisadas somente as características microbiológicas, o que se tinha era a avaliação parcial da qualidade da água, uma vez que é preciso saber se há contaminação físico-química para atestar se ela está ou não em condições de consumo. É através da análise físico-química que são reveladas possíveis contaminações provenientes da indústria ou da agroindústria.
Coleta
Na última quinta-feira, uma equipe formada por professores e alunos coletou a água de seis minas da cidade: Vista Grande, Residencial Oliveira, Vila Teixeira, Fontanário, Monjolo e da mina próxima ao antigo restaurante do Parque Municipal.
Numa segunda etapa, serão coletadas amostras para análise das minas do Jardim São Carlos (que fica em uma serralheria), Gaspar Lopes, na mina comunitária do bairro Santos Reis e em uma fazenda próxima ao Presídio. A data da coleta não foi informada.
Fotos: Samuel Mendes

Além da análise microbiológica, o laudo trará o resultado físico-químico da água
De acordo com Nascimento, as análises são encaminhadas para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente para divulgação e conscientização da comunidade. A partir de agora, o grupo estudo a possibilidade de divulgação periódica dos resultados também no site da Universidade.
Medidas
Nascimento explica que algumas medidas educativas e de conscientização são desenvolvidas pelo grupo como palestras em escolas. Mas a intervenção mais efetiva na preservação da mina cabe ao município.
Entre as principais ações necessárias está o isolamento de algumas minas. Pela Lei Federal nº 9.433/1997, que institui a política nacional de recursos hídricos, a nascente deve ser isolada e protegida em um raio mínimo de 50 metros, informa o professor.
O coordenador do Programa Adote uma Nascente, Itamar Silva, informa que as minas do Residencial Oliveira, Vila Teixeira e Santos Reis (mina comunitária) já estão isoladas com cerca de arame impedindo o acesso de animais e dificultando o de pessoas.
Além de ampliar esta medida para outras minas de água, Itamar Silva explica que é preciso proteger as nascentes das enxurradas que leva dejetos para as minas. Uma medida preventiva, afirma, é o aumento da capacidade de captação das “bocas de lobo” na região das nascentes.

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