Postado em quinta-feira, 26 de julho de 2012 às 20:09

Professores decidem manter greve e reafirmam reestruturação

Os professores da Unifal decidiram na tarde desta quinta-feira manter a greve da categoria.


Alessandro Emergente

Os professores da Unifal (Universidade Federal de Alfenas) decidiram na tarde desta quinta-feira (26) manter a greve da categoria, recusando a proposta do Governo apresentada na última terça. A deliberação em assembleia reafirma a proposta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) pela reestruturação da carreira.

Agora, a deliberação dos professores da Unifal segue para o Comando Nacional de Greve, formado por representantes da Andes. Na próxima quarta-feira (1º), os grevistas voltam a se reunirem em Brasília com representantes do Ministério do Planejamento e da Educação.

O Andes representa professores de 50 das 59 universidades públicas. Outras sete são representadas oficialmente pelo Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) e duas são autônomas.

Sinalização

Na quarta-feira, o Andes já havia sinalizado que a proposta do Governo não tinha contemplado as reivindicações da categoria. A proposta do Andes foi entregue ao Governo no último dia 13 e na reunião da próxima semana ela deverá ser reafirmada.

O vice-presidente da Adunifal (Associação dos Docentes da Unifal), prof. Carlos Tadeu Siepierski, disse que a proposta do Governo pode acarretar uma desestruturação ainda maior da carreira dos docentes. Segundo ele, o que levou os professores a deliberarem pela greve, há pouco mais de dois meses, não foi a questão da remuneração e sim da carreira.

Para Siepierski, a tabela de vencimentos do Governo não tem relação lógica entre um nível e outro. Avalia que a mesma aprofunda as diferenças entre os níveis da carreira.

Na quarta-feira, o conselho deliberativo da Proifes decidiu aprovar a proposta de reajuste do governo federal e fez um indicativo para que a mesma seja aceita pelos professores. Mas, segundo Siepierski, as universidades, representadas pelo Proifes, entraram em greve contrariando o indicativo do comando nacional, o que neste momento pode “colocar em xeque” a representatividade do Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior.



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