Postado em quinta-feira, 26 de julho de 2012
às 02:58
Professores da Unifal definem nesta quinta sobre paralisação
Nesta quinta-feira (26), os professores da Unifal devem definir o rumo da greve entre os docentes da instituição.
Alessandro Emergente
A proposta do Governo Federal aos professores universitários só chegou com quase dois meses de greve da categoria. Nesta quinta-feira (26), os professores da Unifal (Universidade Federal de Alfenas) devem definir o rumo da greve entre os docentes da instituição.
Na última segunda-feira (23), o Comando Nacional da Greve esteve reunido, em Brasília, com representantes do Ministério da Educação e do Planejamento para a discussão da proposta do Governo, apresentada no último dia 13 - apenas quatro dias antes dos professores da Unifal completarem 60 dias de paralisação. Das 59 universidades federais, 57 aderiram à paralisação.
A proposta inicial do Governo não agradou os docentes que sinalizaram pela continuidade da greve. Na terça, em nova reunião, o Governo reajustou a tabela dos vencimentos aumentando o impacto no orçamento de R$ 3,9 bilhões para R$ 4,2 bilhões, diluídos nos próximos três anos.
Decisão
Na tarde de ontem, quarta-feira, o vice-presidente da Adunifal (Associação dos Docentes da Unifal), prof. Carlos Tadeu Siepierski, informou que os professores da Unifal aguardavam uma reunião do Comando Nacional da Greve, formado por representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).
A avaliação da Andes deve subsidiar as decisões nas bases, como na Unifal. Os professores da Universidade Federal de Alfenas se reunirão na tarde desta quinta-feira para se posicionarem em relação à proposta do Governo.
Sinalização
Mas a proposta do Governo parece estar ainda longe das reivindicações dos docentes que querem a reestruturação da carreira. Na manhã de quarta-feira, a Andes disponibilizou em seu site um texto com seguinte título: “Governo reapresenta proposta e mantém a desestruturação da carreira”.
Segundo o texto divulgado pela Andes, a nova proposta apresenta algumas modificações pontuais e ajustes internos nas tabelas de vencimento. Mas, na essência, não apresentada diferenças da proposta inicial, que já foi rejeitada pela categoria.“Ou seja, mantém a carreira desestruturada”, resumiu a presidente do Andes, Marinalva Oliveira.
Porém, até a publicação desta reportagem, na madrugada desta quinta-feira, a página da Andes na internet ainda não disponibilizava informações sobre uma apreciação do Comando Nacional de Greve que seria feita na tarde de quarta-feira.
Foto: Alessandro Emergente

Para Siepierski, o Governo não deixou claro a “lógica dos reajustes" apresentados, o que vai na contramão das reivindicações do movimento grevista. Os professores enfatizam a necessidade reestruturação do plano de carreira.
Uma nova reunião entre o Governo e representantes do docentes está agendado para a semana que vem, no dia 1º de agosto. Até lá, os professores vão realizar assembleias para definirem o rumo da greve.
Além da Andes, também negociam com o Governo representantes do Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasef). Este último representa os professores dos institutos federais, também em greve.
Fim da Greve
O conselho deliberativo da Proifes decidiu, na tarde de quarta-feira, aprovar a proposta de reajuste e reestruturação da carreira apresentada pelo governo federal na noite de terça-feira. O conselho fez um indicativo para que a proposta seja aceita pelos professores durante as consultas que serão realizadas pelos sindicatos federados entre sexta-feira (27) e a próxima quarta-feira, 1º de agosto.
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