Postado em sexta-feira, 18 de maio de 2012 às 02:25

Professores e alunos saem às ruas em sinal de protesto

Professores, alunos e servidores da Unifal saíram às ruas na tarde de quinta-feira em uma manifestação que marca o início da greve dos educadores em Alfenas.


Alessandro Emergente

Professores, alunos e servidores da Unifal (Universidade Federal de Alfenas) saíram às ruas na tarde desta quinta-feira (17) em uma manifestação que marca o início da greve dos educadores em Alfenas. Depois se unirem em um ato público dentro da Universidade, eles fizeram uma passeata até a Praça Getúlio Vargas.

Com faixas e cartazes, os manifestantes caminharam pelas ruas do centro com gritos e cantos críticos à política adotada pela presidente Dilma Rousseff em relação a educação. “Tem dinheiro para banqueiro, mas não tem para a educação”, gritavam os manifestantes. “Dilma que papelão! Cortando verba da educação!”, gritavam em outro momento.

A passeata terminou na Praça Getúlio Vargas com manifestações na Concha Acústica. O estudante do curso de bacharelado interdisciplinar em Ciências e Economia Renan Peres, coordenador-geral do DCE (Diretório Central dos Estudantes), disse que os universitários decidiram, em assembleia, pelo apoio ao movimento dos professores. “A expansão (da educação) como está precariza a educação”, criticou.

Fotos: Alessandro Emergente 

A manifestação começou com um ato em frente o Prédio V, na Unifal

De acordo com o vice-presidente da Adunifal (Associação dos Docentes da Unifal), professor Carlos Tadeu Siepierski, a comissão de greve encaminhou à reitoria da Unifal um documento no qual solicita a suspensão do calendário acadêmico. No documento, foi comunicado oficialmente o estado de greve.

O reitor Paulo Márcio Faria e Silva compareceu ao ato em frente o prédio V, na Unifal, para posicionar-se em relação ao pedido. Alegou que a decisão cabe ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepa) e que o atendimento ou não dependerá da adesão, o que deverá ser avaliado nos próximos dias.

Fotos: Alessandro Emergente 

A passeata saiu da Unifal e foi até a Praça Getúlio Vargas


Segundo Siepierski, o estado de greve não garante automaticamente a suspensão do calendário acadêmico, porém desobriga os alunos de participarem das atividades acadêmicas. “Eles (acadêmicos) não podem ser coagidos por professores que, por ventura, não querem participar da greve”, explica ao citar, inclusive, a possibilidade de ações por assédio moral.

 Fotos: Alessandro Emergente 

Nos cruzamentos, os manifestantes faziam um ato para chamar a atenção das pessoas

Na avaliação do vice-presidente da Adunifal, o objetivo do governo ao apresentar a Medida Provisória nº 568/2012 foi causar a desmobilização dos servidores. Cita a inclusão de questões não acordadas como itens de insalubridade e periculosidade que atinge não só os docentes, mas outros servidores.

A forma de cálculo proposta pelo governo é criticada pelos servidores. Ao invés de estabelecer um cálculo proporcional ao salário, o governo estabeleceu um valor fixo e, com isso, há o risco de uma rápida defasagem do valor. Além disso, de início já haveria uma redução de até 50% para alguns professores.

Servidores

Os técnicos-administrativos também podem seguir o mesmo caminho: a greve. No sábado, a Fasubra-Sindical (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras) realizará uma assembleia nacional em Brasília.

O resultado da plenária nacional será submetido às assembleias locais, provavelmente na próxima semana. Segundo Nilson Pereira Gomes, coordenador-geral do Sint-Unifal (Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública Federal do 3º Grau em Alfenas), além da insalubridade, os servidores reclamam da indefinição quanto à data-base da categoria.

Outra reivindicação é a defasagem salarial que somente em 2010 e 2011 foi de 22,8%, segundo cálculos do Sindicato. Por isso, os servidores querem a inclusão de valores que garantam a reposição salarial no orçamento de 2013.

 



DEIXE SEU COMENTÁRIO

Caracteres Restantes 500

Termos e Condições para postagens de Comentários


COMENTÁRIOS

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.

     
     
     
     

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Informamos ainda que atualizamos nossa

Estou de acordo