Postado em sexta-feira, 27 de abril de 2012 às 22:31

Professores da Unifal aprovam indicativo de greve

Os professores da rede federal de ensino superior aprovaram um indicativo de greve para 17 de maio caso não haja avanços nas negociações com o Governo Federal.


 Alessandro Emergente

Os professores da rede federal de ensino superior aprovaram esta semana um indicativo de greve para 17 de maio caso não haja avanços nas negociações com o Governo Federal. Na última quarta-feira (25) os professores da Unifal (Universidade Federal de Alfenas) aderiram a um movimento nacional de paralisação que inclui também outros servidores públicos federais.

Esta semana, os professores que integram a Adunifal (Associação dos Docentes da Unifal) realizaram uma assembleia na qual aprovaram o indicativo de greve nacional, liderado pela Andes (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior) e pela Proifes (Professores das Instituições Federais de Ensino Superior).

A Andes e a Proifes estão conduzindo as negociações com o Ministério do Planejamento. Na última quarta-feira as entidades se reuniram com o Governo para darem continuidade aos trabalhos do GT Carreira, estabelecido no acordo emergencial firmado em 2011.

Caso as negociações não avancem os professores deverão agendar uma nova assembleia para deliberar sobre uma possível greve a ser iniciada em maio. Segundo o vice-presidente da Adunifal, prof. Carlos Tadeu Siepierski, a irredutibilidade do Governo poderá levar os docentes a deflagrarem a greve.

Acordo não cumprido

Segundo Siepierski, o Governo Federal não vem cumprindo um acordo firmado com a categoria em agosto do ano passado. Por este acordo, no mês março os professores deveriam receber um reajuste de 4% em seus salários, o que não aconteceu.

O vice-presidente da Adunifal informa ainda que o reajuste de 4% está abaixo da reivindicação inicial da categoria. Porém, foi aceito diante do comprometimento do Governo em promover uma agenda de discussões, mas que até o momento não avançaram.

A pauta de reivindicação inclui ainda outros itens como a reestruturação da carreira. “Esperamos que o Governo tenha a sensibilidade de pelo menos cumprir o que já foi acordado”, diz Siepierski.



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