Postado em quarta-feira, 22 de janeiro de 2020 às 16:06

Expresso curto, longo ou feito no coador: qual café tem mais cafeína?

Modo de preparo influencia discretamente na quantidade de cafeína, a substância estimulante do café.


Se você é um consumidor habitual de café, já deve ter se perguntado qual tipo tem mais cafeína. Ao mergulhar no assunto, a reportagem do VivaBem descobriu que não é tão simples responder a essa pergunta.

Isso porque muitos fatores influenciam no teor de cafeína da bebida, então os resultados de estudos sobre o assunto trazem números bem discrepantes entre uma xícara e outra. E, no fim das contas, o modo de preparo não faz tanta diferença assim.

"De maneira geral, podemos dizer que uma xícara de 150 ml de café filtrado tem entre 80 e 100 mg", comenta Monica Pinto, nutricionista e coordenadora de projetos da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café). Uma dose de expresso, que é menor, tem 50 ml, carrega quantidade semelhante do composto.

O dilema do expresso x coador
Uma das coisas mais importantes para determinar a quantidade de cafeína na xícara é o tempo em que o grão fica em contato com a água quente, acima dos 85°C. Nesse quesito, o coador leva vantagem, pois permite vários minutos de filtragem, enquanto no expresso são menos de trinta segundos em contato com a água.

Só que dois fatores contribuem para balancear essa diferença. Primeiro, o café expresso é feito com a ajuda de pressão mecânica, o que colabora para a extração de compostos (incluindo a cafeína) mais do que a pressão atmosférica comum, atuante sob o coador.

Depois, o expresso leva mais café por xícara —cerca de 2g de diferença em cada dose. Ou seja, é um pouco mais concentrado, o que também pode influenciar aumentando os teores de cafeína.

Mas isso não quer dizer que a versão curta tem mais da substância. Como ela fica menos tempo em contato com a água e tem uma dose pequena do grão, tem menos cafeína do que o longo.


Dificuldades em determinar a quantidade de cafeína
Da variedade da planta ao tamanho do grão e seu tempo de torra, muitos fatores influenciam no teor final de cafeína. Por isso, é difícil encontrar uma "medida padrão" para o café de coador, o expresso e outros métodos de preparo.

Para se ter ideia, um estudo de 2014 feito na Europa encontrou níveis entre 48 e 317mg de cafeína por xícara de expresso.
Se você quer mais ou menos cafeína no café

A cafeína é uma substância de ação estimulante, e responde por uma pequena parte —até 2,5%— da composição do café, bebida que é repleta de outras substâncias benéficas para a saúde.

O consumo recomendado da substância é de cerca de 300 mg ao dia, com um limite de 400 mg. Se você precisa reduzir a quantidade de cafeína, ou, pelo contrário, quer turbinar a presença do composto na xícara, pode ficar atento a alguns fatores.

Por exemplo, quanto mais torrado o grão, mais cafeína ele tem. O tempo passado na água e quanto mais quente ela for também influencia. Quem precisa diminuir pode retirar o coador de cima da garrafa depois de três minutos de contato com a água. Ou tomar o expresso curto.

Outros métodos, como a cafeteira italiana e a prensa francesa, até podem entregar mais cafeína por conta do tempo na água, mas para isso é preciso que os grãos sejam moídos mais finos. Se muito grossos, a extração é prejudicada.

Já entre os de cápsula não há grande variação de cafeína entre os sabores. Os termos forte ou extraforte, aliás, não têm nada a ver com a quantidade dela na bebida.

Vale ainda ficar de olho nas outras fontes da substância:


Chá preto - Uma xícara de chá (230 ml) tem em torno de 85 mg
Chá verde - Uma xícara de chá (230 ml) tem em torno de 50 mg
Chá mate - Uma xícara de chá (230 ml) tem em torno de 30 mg
Refrigerantes sabor cola - Uma lata (350 ml) tem cerca de 30 mg
Energéticos - Uma lata (250 ml) tem cerca de 80 mg

Fontes: Paulo Mazzafera, agrônomo, doutor em ciências biológicas e professor do Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas); Gabriel Bartholo, agrônomo e pesquisador da Embrapa Café; Monica Pinto, nutricionista e coordenadora de projetos da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café); Madalena Valinotti, nutricionista da clínica Personal Diet; e Hugo Benevento, master blender do café Pilão.

Fonte: Viva Bem



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