Postado em 19 de junho de 2022

Novo Humanismo de Francisco: Pacto global pela educação

Autor(a): Roberto Camilo Órfão Morais

 Diante da crise econômica, social, política, ecológica e sanitária - classificada por muitos como a “tempestade perfeita” - o Bispo de Roma, Papa Francisco, em seu ‘primaveris pontificado (pontificatus ver - de temperatura suave como a primavera)’, tem realizado tentativas de reintroduzir o significado da palavra humanismo. Uma resposta profética, contrária à exclusão social, a uma cultural individualista, consumista e do descartável.

Papa Francisco tem articulado várias iniciativas, tais como; Pacto Educativo Global pela educação, Economia de Francisco e Clara, Sínodo da Amazônia, Cultura do Encontro, Protagonismo dos Movimentos Populares, Cuidado com a Casa Comum, Reformas da Igreja, Relação com Outras Religiões, visando o humanismo integral; ou seja, a realização do ser humano em sua dignidade e plenitude.

Sobre o Pacto Educativo Global, Papa Francisco, explica que trata-se de um esforço global de: “reavivar o compromisso em prol e com as gerações jovens, renovando a paixão por uma educação mais aberta e inclusiva, capaz de escutar paciente, diálogo construtivo e mútua compreensão.” Afirmativa assertiva, pois a educação é um direito fundamental da pessoa humana e, um bem essencial ao desenvolvimento comunitário de uma civilização, no combate à barbárie e estupidez - tão presente em nossos dias.

Segundo o professor Dr. Robson Sávio Reis Souza, Papa Francisco nos propõe três desafios a serem enfrentados pela educação: “primeiro ter coragem de colocar no centro a pessoa; segundo, a coragem de investir as melhores energias com a criatividade e responsabilidade, finalmente, a coragem de formar pessoas disponíveis para se colocarem a serviço da comunidade, promovendo a cultura do encontro”. Postulações essenciais para se construir relações fraternas, fortalecer os laços sociais que, infelizmente, estão sendo rompidos, deteriorados por um discurso de ódio, intolerância – inclusive, no seio de nossas famílias.

Para o Papa Francisco, a educação deve educar para a solidariedade: “não há futuro para nenhum país, para nenhuma sociedade, para o nosso mundo, se não soubermos ser todos mais solidários”. É uma convocação para repensarmos às práticas de ensino em nossas escolas; que, em nome da eficiência e meritocracia, tem formado pessoas repetidoras de tarefas, sem capacidade de criar alternativas para os problemas vividos pela humanidade, nesse início de século XXI.

O Pacto Global pela educação apresenta a urgência em formarmos pessoas maduras, capazes de superar a cultura da indiferença, tão difundida criminosamente pelas redes sociais e meios de comunicação em geral. Resgatar o valor de uma educação Humanista solidária é, acima de tudo, ir ao encontro dos ensinamentos de Jesus, o grande educador.



** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Alfenas Hoje

Roberto Camilo Órfão Morais
Professor
Professor de Ciências Humanas do Instituto Federal Sul de Minas - Campus Machado.

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