Postado em terça-feira, 1 de janeiro de 2019

8 medidas para impedir a chegada das crises de psoríase

Você já ouviu falar sobre psoríase? É uma doença crônica, não contagiosa, que atinge cerca de 3% da população mundial - de acordo com a Academia Americana de Dermatologia (AAD)....


 Você já ouviu falar sobre psoríase? É uma doença crônica, não contagiosa, que atinge cerca de 3% da população mundial - de acordo com a Academia Americana de Dermatologia (AAD). Além de causar muito desconforto à pessoa afetada, a doença também é motivo de constrangimento devido ao aspecto que deixa na pele.

A dermatologista Dra.Carla Bortoloto, da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico Cirúrgica (SBDCC) e da AAD, explica que a maior preocupação com esta patologia é o aumento da probabilidade de evoluir para outras doenças, como diabetes, hipertensão arterial ou problemas cardiovasculares, já que a psoríase não tem propriamente uma cura, apenas controle.

Crises de psoríase


Foto:JIANG ZHONGYAN/SHUTTERSTOCK


Causas

A causa da doença ainda é desconhecida, mas como afirma a dermatologista Sabrina Talarico, da clínica Talarico Dermatologia, a psoríase pode estar relacionada ao sistema imunológico, estresse, tabagismo, obesidade, condições climáticas e, principalmente, suscetibilidade genética.

Sintomas

Entre os sintomas está a presença de lesões avermelhadas na pele, cobertas por escamas esbranquiçadas em áreas como cotovelos, joelhos, couro cabeludo e mãos. Em alguns casos também é possível que a doença cause dor e artrite nas articulações.

A Dra. Sabrina explica que a psoríase pode reduzir drasticamente a qualidade de vida e autoestima de um paciente, de modo a afetar sua vida social e também profissional. Em casos mais avançados da doença, pode ser necessário fazer sessões de fototerapia por ultravioleta e o uso de medicamentos orais ou injetáveis.

Medidas para conter crises


De qualquer forma, é possível criar hábitos e ter alguns cuidados com a pele para que crises sejam evitadas. Reunimos 8 maneiras importantes de prevenção:

Banho


O ideal é que o banho seja rápido, não ultrapassando 10 minutos, com água morna, nunca muito quente. O sabonete deve apresentar pH neutro e ser glicerinado. Já o uso de buchas não é indicado, uma vez que pode agredir a pele. Para se secar, opte por toalhas macias e não “esfregue”, principalmente nas áreas lesionadas.

Hidratação


Hidratar a pele é fundamental para quem tem psoríase, principalmente nas regiões onde existem mais lesões. Uma dica para aumentar a ação do hidratante é aplicá-lo logo após o banho, quando os poros estão mais dilatados. Para reduzir o risco de alergias, prefira os produtos sem perfume ou cor. Evite também cremes e loções que possuam ureia em sua formulação, uma vez que o ativo pode irritar as áreas da pele em processo de cicatrização.

Esfoliação


Não é recomendado que pacientes com psoríase façam esfoliações. O ato pode lesionar a pele, desencadeando uma nova crise.

Exposição ao sol


Os raios solares atuam como anti-inflamatório sobre as lesões. Para aproveitar esse benefício a pessoa deve tomar de sol até às 10h ou após as 16h. E apenas cerca de 10 a 15 minutos ao dia. Depois do banho de sol é necessário que se aplique hidratante para evitar o ressecamento da pele.

Depilação

A depilação pede atenção especial. Quando a psoríase está controlada e a pele livre de lesões, qualquer método de depilação, seja com lâmina, cera ou a laser, pode ser usado – desde que não irrite sua pele. Por outro lado, se a pele estiver inflamada, o recomendado é trata-la antes de realizar qualquer tipo de depilação para que o quadro não se agrave.

Vestuário


Prefira as roupas mais soltas e de tecidos naturais, como algodão, linho e seda, que permitam que a pele respire, além de impedir a proliferação de bactérias e fungos.

Cosméticos

Antes de utilizar qualquer produto ou realizar qualquer procedimento estético é necessário que você consulte antes um dermatologista. É preciso ter cautela com as substâncias que serão aplicadas nas regiões que apresentam lesão para não piorar o quadro.

Tatuagem e piercing

É possível que os traumas na pele causados por uma tatuagem ou um piercing desencadeiem o aparecimento de lesões. Não é algo certeiro, mas existe uma grande probabilidade, cabe ao paciente escolher se vai arriscar ou não.



Fonte:Vix