Postado em quinta-feira, 30 de julho de 2015 às 19:30

Nomes para sucessão de Maurílio começam a ser discutidos na base do governo

 Alessandro Emergente

As eleições municipais só serão realizadas daqui a 14 meses, mas nos bastidores as lideranças políticas e os partidos discutem possíveis nomes para sucessão do prefeito Maurílio Peloso (PDT) a partir de janeiro de 2017. 
 
O Alfenas Hoje ouviu os principais nomes citados no meio político e traz, em duas reportagens especiais, as pré-candidaturas que, hoje, têm sido lançadas extraoficialmente em reuniões entre lideranças partidárias. A primeira reportagem mostra os nomes discutidos dentro dos partidos da base de apoio do atual governo e que podem ser lançadas com o apoio do atual prefeito. A segunda reportagem será disponibilizada aos leitores nos próximos dias.
 
Maurílio foi eleito negando a possibilidade de buscar a reeleição, cenário que continua sendo afastado por ele. No início deste ano, o prefeito, em entrevista a imprensa local, chegou a recuar e afirmar que, embora não fosse pré-candidato a reeleição, essa possibilidade não estava descartada. Porém, em uma reunião recente na Câmara Municipal, o pedetista voltou a adotar o discurso de que não será candidato novamente.

Nome a ser apoiado

Se prevalecer essa posição do chefe do Executivo abre-se uma corrida para definição de uma chapa apoiada pelo atual governo. O nome mais cotado é o do vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Urbano, Décio Paulino (PR). É o nome de maior popularidade dentro do governo e foi, na última eleição, o nome de vice mais disputado entre os candidatos, chegando a ser cogitado em 2011 – inclusive – na chapa encabeçada pelo PT, na época

Ao lado de Maurílio, Décio diz que só não será candidato numa eventual decisão do prefeito disputar a reeleição no ano que vem (Foto: Alessandro Emergente/Alfenas Hoje - Arquivo) 

Ouvido pelo Alfenas Hoje, Décio confirma que seu nome está colocado e só não entra na disputa majoritária se o próprio Maurílio mudar de ideia e decidir concorrer a reeleição. Diz acreditar que Maurílio manterá seu posicionamento, mas lembra que a política é dinâmica e não dá para cravar nenhuma afirmação futura. “Se o Maurílio não for, o candidato sou eu”, declara.

Dentro do PDT

O líder do governo na Câmara Municipal, Francisco Rodrigues da Cunha Neto (Prof. Chico/PDT), é taxativo ao dizer que Décio Paulino é o “nome natural” do governo. Ele que já teve seu nome especulado para encabeçar uma chapa governista, nega essa possibilidade e que só ocorreria numa eventual ausência de Décio. O nome do Prof. Chico, segundo o próprio pedetista, está sendo colocado como opção para a composição da chapa, assim como o de outros três colegas de partido.

Um entrave para a candidatura de Décio pode ser o partido no qual está filiado, o PR. A sigla integra a base de apoio aos governos Dilma Rousseff e Fernando Pimentel, ambos do PT. O temor é uma possível dificuldade imposta pelas executivas nacional ou estadual, favorecendo o PT na eleição local. Décio diz não querer deixar a legenda, mas não descarta a saída.
 
Neste caso, um dos possíveis destinos é o DEM, partido no qual Décio já foi filiado e hoje tem a esposa, Julieta Bruzadelli, na executiva municipal. Além disso, o vice-prefeito tem ótima relação política com o deputado federal Carlos Melles, figura influente dentro da legenda.
 
Quatro nomes do PDT foram colocados para composição de chapa. Porém, Kátia Goyatá diz que não entrará na disputa majoritária (Fotos: Alessandro Emergente/Alfenas Hoje - Arquivo)

Prof. Chico cita que as reuniões, articulando 2016, estão acontecendo e o PDT já colocou alguns nomes para uma possível composição da chapa. Diz que, além de seu nome, outras lideranças do PDT também foram colocadas como opções como pré-candidatos a vice de Décio. Entre esses nomes estão o do vereador Jairo Campos (Jairinho) e duas secretárias municipais Kátia Goyatá (Educação e Cultura) e Maria Idalina Pacheco (Ação Social).

Jairinho confirma a intenção e diz que a ideia já vem sendo amadurecida há algum tempo. Afirma que chegou, inclusive, a receber um convite do ex-deputado federal Geraldo Thadeu (PSD) para uma composição de chapa. O nome do ex-prefeito de Poços de Caldas tem sido cogitado nos bastidores.
 
Ouvidas pela reportagem, Idalina e Kátia se mostram menos convictas neste momento. Por telefone, a secretária de Educação descartou a possibilidade de integrar uma chapa majoritária. Afirmou que por “motivos familiares” não tem intenção de entrar numa disputa majoritária. “O meu desejo hoje é não concorrer”, declarou.
 
Já Idalina não descarta a possibilidade. Afirma que é algo que precisa ser conversado e afirma: “hoje não digo nem que sim e nem que não”.

Podem partir para 3ª via

Outros nomes podem ainda surgir na disputa, tanto dentro de uma articulação com o governo como uma alternativa ao grupo que está no poder. É o caso do vereador Waldemilson Bassoto (Padre Waldemilson/Pros). Sem espaço no PT para poder disputar a prefeitura, ele deixou a legenda em outubro de 2013 e filiou-se ao PROS

O vereador diz que seu nome foi colocado para discussão e que existe a possibilidade de encabeçar uma chapa majoritária ou até mesmo de integrá-la como candidato a vice. Tudo dependerá dos desdobramentos políticos e caso não viabilize uma candidatura majoritária, poderá concorrer a reeleição na Câmara Municipal.
 
Padre Waldemilson diz que pode sair candidato tanto na base do governo quanto em uma chapa alternativa ao atual governo (Foto: Alessandro Emergente/Alfenas Hoje - Arquivo)

O parlamentar afirma ainda que seu partido tem um posicionamento independente em relação ao atual governo. Com isso, afirma, sua eventual candidatura pode tanto sair de um acordo político envolvendo a base do governo como ser uma alternativa a gestão atual. “Não estamos amarrados a nenhum lado”, afirmou.

Outro partido que integra a base do governo ensaia candidatura própria e, hoje, estaria de fora de uma articulação política envolvendo os governistas. Quem afirma é o presidente do PSDB de Alfenas, John Rabelo.
 
O peessedebista afirmou que o partido está definido, neste momento, por uma candidatura própria e já tem um nome para a disputa. Ele preferiu não revelar ainda, mas confirmou que o pré-candidato é originário do meio empresarial e seria uma figura nova no meio político. 
 
Um nome citado nos bastidores é de Rafael Velano, que foi secretário de Desenvolvimento Econômico no início do governo Maurílio. Consultado pela reportagem, ele disse que a informação não procede e, neste momento, não há nenhuma conversa neste sentido. Velano está filiado ao PSDB.
 
O empresário Júlio Alves também tem tido seu nome citado. Ele confirma que recebeu sondagens de diferentes grupos partidários para uma possível composição de chapa como candidato a vice, mas até o momento não há nada definido. Filiado ao DEM, o empresário nega intenção de entrar numa disputa, porém não descarta a possibilidade. Nem Alves e nem Rafael Velano nunca disputaram uma eleição para cargo eletivo. 

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